quinta-feira, 18 de abril de 2019

Os 10 Elementos de Anttelius



Este é um Mundo Antigo... 
Anttelius, o mundo de Espadas Afiadas & Feitiços Sinistros, é muito antigo. Diversas civilizações nasceram, cresceram e ruíram sobre o sol que banha aquele mundo. Antes dos homens e do Império de Zartar que dominiou grande parte das terras do continente de Arthasia, outros seres inumanos tinham domínio sobre o mundo. Sendo assim, diversas ruínas podem ser vistas espalhadas pelo mundo, e outras ainda permanecem escondidas dos olhos mortais. Muitas das atuais Cidades-Estados foram, inclusive, construídas sobre as ruínas de antigas comunidades. Apesar disso, a história das Eras passadas não é conhecida por quase ninguém. Nem mesmo os sábios Cronistas de Mezanthia conhecem todos os ocorridos, tendo acesso apenas à fragmentos históricos do que ocorreu.

... e também Selvagem 
Este também é um mundo selvagem, onde diversas e grandes áreas estão longe do domínio humano. Regiões longe das Cidades-Estados ainda permanecem largamente inexploradas, com promessas de grandes descobertas, riquezas, e aventuras. Bestas terríveis e gigantes vagam pelas florestas, selvas, desertos, e outros ambientes. Poucos são aqueles que se arriscam além da ilusão de segurança promovida pelas Cidade-Estados dos homens, e muitos dos que saem não retornam.

As Sociedades são Decadentes... 
As sociedades que imperam nos dias atuais são apenas sombras das glórias de outrora. Grandes Impérios e Civilizações desapareceram por diversas razões (muitas desconhecidas) para dar lugar a um mundo decadente. Os homens de hoje não dominam os segredos e as técnicas de outrora, se limitando a apenas reproduzir aquilo que conseguem e tentar conservar aquilo que veio do passado. A produção cultural e de conhecimento praticamente é nula, e alguns povos se contentam a viver apenas para saciar seus desejos mais primitivos, custando o que custar.

... e também Brutais 
 Além de decadentes, os povos de hoje são brutais e selvagens. A escravidão é uma prática comum na maioria das sociedades, com vidas humanas sendo valoradas da mesma forma que uma espada de ferro (as vezes em valores inferiores). Mercenários, piratas e bando de selvagens vagam pelas áreas não civilizadas em busca de vítimas para serem vendidas nos mercados de escravos nas Cidades-Estados. Arenas de gladiadores divertem e fazem o povo presenciar violentas batalhas em um espetáculo grotesco para demonstraR o poder das classes mais altas sobre as mais baixas. As leis, quando existentes, são aplicadas somente no interesse das classes dominantes e geralmente resultam em punições brutais e sanguinárias. De maneira geral, o homem comum deve decidir entre viver em relativa segurança nas injustas e brutais cidades, ou se arriscar às bestas e selvagens fora dos muros.

Conhecimento Perdido 
A história do mundo, as descobertas do passado, o conhecimento sobre o natural e o sobrenatural são privilégio de poucos, muito poucos. A simples alfabetização é privilégio de apenas uma parcela pequena da população, e o conhecimento de matemática e outras ciências é tão raro quanto diamantes. O aprendizado é um privilégio para poucos, custa muito caro, e é preciso achar alguém capaz de transmiti-lo. Existem alguma ordens de sábios (embora poucas) em algumas Cidades-Estados, mas que costumam guardar seus tomos antigos como uma grande serpente guara seus tesouros, fazendo o acesso a essas relíquias custar caro. Não existe, também, um registro sobre os tipos de monstros, criaturas e outras coisas estranhas existentes pelo mundo (mas nada impede os personagens de entrarem em contato com lendas e rumores sobre essas coisas).

Feitiçaria é algo Inumano 
A arte da feitiçaria surgiu milhares de anos antes dos seres humanos se separarem de seus antepassados primatas. Seres alienígenas e antigos manipulavam energias estranhas oriundas de diversas fontes e as moldavam de acordo com suas vontades. Como e quando os homens tomaram conhecimento dessa arte e de como utiliza-la é incerto, mas o que se pode facilmente constatar, é que eles jamais deveriam ter entrado em contato com ela. Mortais não conseguem manipular as energias mágicas com perfeição e total compreensão. Eles se limitam, em sua imensa maioria, em reproduzir imperfeitamente rituais e fórmulas descobertas no passado, às vezes com efeitos satisfatórios, mas algumas vezes resultando em catástrofes, mortes, e perda de suas almas. 

Segredos e Mistérios 
Ruínas antigas com escritas indecifráveis, construções que nenhuma raça mortal seria capaz de erguer, estátuas gigantescas com aparência inumana, e diversas outras coisas se mostram como verdadeiros mistérios para a compreensão do homem. Muito do que aconteceu e ainda acontece pelo mundo não possui uma explicação claras, e diversas lendas e rumores são criadas e repetidas na tentativa quase infantil de compreendê-las. Aqueles, então, que resolvem se aventurar pelas antigas ruínas e lugares inexplorados de Anttelius entram em contato diariamente com os segredos e mistérios do mundo.

Deuses, Demônios e outros Seres 
Em Anttelius, diversos seres não humanos fazem valer suas vontades de diversas maneiras diferentes. Deuses, sejam eles de qualquer origem, panteão ou credo; Demônios, originários do Abismo, um reino escuro e sinistro ligado a todos os outros pelas sombras; e outras entidades extra-planares, se comunicam com o mundo do Bruxos & Bárbaros por razões incompreensíveis pelos mortais. Assim, às vezes mesmo que sem perceber, os interesses e objetivos desses seres interferem com a vida dos homens deste mundo. Todoso aqueles que, de alguma forma, tem contato com magia e forças sobrenaturais acabam tendo contato com essas forças, já que uma coisa não existiria sem a outra.

Aventureiros são Raros, Heróis mais ainda 
Aqueles dispostos a arriscar seus corpos, suas mentes, e suas almas pelo mundo em busca de glória, poder, conhecimento e riquezas são raros de se encontrar. A maioria dos homens e mulheres preferem viver sobre a proteção das muralhas das Cidades-Estados, ainda que sobre a tirania de despostas e injustiças das classes dominantes a arriscar suas vidas em uma vida de aventuras que provavelmente levará à morte ou coisa pior. Além disso, poucos tem a capacidade e o talento para aprender os ofícios e habilidades necessárias para essa vida. Aqueles capazes de sentir as energias mágicas ao seu redor já são raríssimos, os que conseguem manipulá-las,  são ainda mais. A razão para que algumas pessoas se arrisquem para conseguir o que quer que seja são em sua maioria pessoais, e o heroismo e sacrifício pessoal são reservados apenas para pouquíssimos santos e lunáticos.

O Fantástico é Raro e Temido 
Feitiçaria, Monstros, Demônios, e outras criaturas, objetos e coisas não naturais são raras e temidas pela maioria dos mortais. Uma pessoa comum não tem a menor ideia da natureza, hábitos e possíveis poderes e habilidades de uma criatura e, provavelmente, querem continuar sem saber. Artefatos mágicos são raros, valiosos, e de dificílima produção, sendo raramente vendidos como outros objetos comuns. Aqueles capazes de conjurar feitiços ou milagres são vistos com respeito e receio pelo homem comum. De maneira geral, a raça humana prefere ficar distante daquilo que suas mentes limitadas não conseguem explicar.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Onghkeseanos, os Reincarnados

Onghkeseanos, os Reincarnados

Um povo místico e espiritualizado vindo do oriente, chegou recentemente na região central de Anttelius em busca de respostas e artefatos enviados por seus Deuses. Chamados de Reencarnados, os Onghkeseanos acreditam que todo homem tem seu destino pré-determinado nas estrelas, e são oriundos do outro mundo, reencarnados em corpos terrenos. Eles cultuam os Deuses das Estrelas, que, segundo seus sacerdotes, um dia virão a Anttelius para os levar ao paraíso. Por causa disso, acreditam que são os escolhidos desses Deuses e que todos os outros povos são inferiores a eles. Essa cultura trata os elefantes, mamutes e outros animais dessa família como sagrados, pois acreditam que eles são descendentes dessas entidades.

Origem: A origem desse povo está perdida na tempo. Membros da Ordem dos Cronistas de Mezanthia acreditam que eles tiveram origem de um grupo de Zartarianos que fugiu para o leste quando seu império era devastado, se refugiando nas montanhas de Baitang. Lá, depois de centenas de anos, esquecendo parte de sua cultura, sacerdotes que outrora adoravam o deus anfíbio Xzagoth, passaram a oferecer suas preces às estrelas a às criaturas que viam no céu escuro. Esse povo, guiado pelas visões desses homens e mulheres, passou a dominar as tribos bárbaras locais, e a miscigenação com elas originou o povo Onghkeseano. Os mais puros, com sangue mais Zartariano, eram considerados os escolhidos pelos Deuses das Estrelas, com mais direitos e poderes. Aqueles, com o sangue mais misturado, eram das classes inferiores, servos, soldados e escravos. A sociedade, então, foi se dividindo em castas, com os nobres e sacerdotes no topo, seguido dos ricos comerciantes e donos de terras, artesões, homens livres e escravos. A única forma de ascensão social que um Ongkheseano possui é através da ordem sacerdotal dos Baitaneos, os Sacerdotes das Estrelas.

Aparência: Os Onghkeseanos tem uma aparência variada, de acordo com o quão próximos ou distantes da descendência Zartariana. Alguns são altos, magros, e de pele bem branca, com poucos pelos pelo corpo, geralmente carecas e com bigodes ralos. Outros são mais morenos e compactos, ainda que com poucos pelos e cabelo ralo. Os olhos desse povo tendem a ser puxados, graças a miscigenação que tiveram com as tribos bárbaros em seu passado, com íris de cor castanho claro, mas há indivíduos com olhos de cores estranhas, como violeta, rosa, roxo. Usam roupas decoradas com estampas escuras, muitos panos e com cores, adornos e joias que denotem sua casta. Quanto mais alta, mais vivas as cores, e mais joias pelo corpo. Os Baitaneos usam vestes azul escuras, com desenhos de constelações costurados em fios de prata.

Costumes: Uma das principais características dessa cultura é a divisão da sociedade em castas. Acreditando que tudo acontece por uma razão e que as pessoas já nascem com seu destino traçado, se uma pessoa nasceu de escravos, escrava ela deve ser, pois essa foi a posição escolhida pelos Deuses das Estrelas para aquela alma reencarnada. Isso se explica pela crença na compensação cósmica do Universo. Cada alma recebe de volta aquilo que merece por suas vidas passadas e é premiada ou não com uma reencarnação em uma raça evoluída, como a deles, e em uma casta. Como dito anteriormente, a única forma de ascensão social na sociedade dos Ongkheseanos é por meio da Ordem dos Baitaneos, os sacerdotes dos deuses estrelares. Essa ordem é liderada por um Sumo-Sacerdote, considerado a reencarnação do Imperador Raunng, do distante planeta Darath. Eles pregam que o homem é descendente de uma raça vinda do além, do infinito, e que um dia eles retornarão para o lugar de onde vieram. Cada pessoa já teve diversas vidas e, aquelas que são evoluídas espiritualmente, são capazes de relembrar parte delas. Este, também, é um dos poucos povos onde a feitiçaria é mais aceita. Por acreditarem que são descendentes de seres de outros mundos, os Ongkheseanos consideram a feitiçaria uma extensão de suas habilidades extraterrestres.

Organização: Depois de centenas de anos vivendo em tribos selvagens, que lutavam entre si por território, água e comida, nas colinas áridas que hoje compõem o Reino de Serykat, os Sacerdotes de Baitan conseguiram unir as tribos sobre uma religião forte, que explicava muito de suas dificuldades e propunha um caminho para a ordem e evolução de seu povo. Hoje, o reino é governado por uma teocracia forte e aceita por quase todos, salvo algumas tribos independentes que se recusam a aceitar o sistema de castas. O exército é fortemente treinado para repelir invasões e o reino está pronto para expandir-se e levar a palavra dos Deuses das Estrelas para todos de Anttelius. A liderança regional é exercida por membros das castas mais elevadas, normalmente feiticeiros habilidosos, e com um conhecimento sobre os outros mundos. Esses e outros de sangue puro coordenam e estabelecem políticas de acordo com a vontade de Silaya. Ao lado deles, os Sacerdotes de Baitan são tidos como homens e mulheres de alto poder e autoridade, mesmo se tiverem origem em castas inferiores. Muitos deles exercem cargos de autoridade nos governos regionais também.

Reputação: Vistos como um povo exótico e místico, os Ongkheseanos são respeitados por aqueles que estudam as estrelas e outros astros. O conhecimento desse povo na arte da feitiçaria é notável, e muitos os temem por isso. Sua crença nos Deuses das Estrelas e na reencarnação, no entanto, faz com que algumas pessoas os vejam como loucos, ou pelo menos ingênuos. Há ainda alguns indivíduos que acreditam fielmente nas palavras desse povo, e os procuram para pedir conselhos e ajuda para decifrar mensagens ocultas que recebem do além.

Kollichianos, as Espadas de Rullik

Kollichianos, as Espadas de Rullik

Recém chegados a região central de Arthasia, esse povo possui uma cultura quase tão antiga quanto os Zartarianos, porém mais voltada para os aspectos militares e religiosos. Vindos do oriente, os Kollichianos dominaram diversos povos, e construíram um Império forte e centralizado na Rainha-Profetiza Silaya. Cultos, educados, e bastante diplomáticos, eles agora voltam seus olhos para os vales férteis do ocidente, mas ao invés de uma invasão militar, parecem preferir, por enquanto, uma abordagem mais diplomática e comercial. Ninguém sabe se eles pretendem um dia invadir os reinos que agora visitam, mas essa possibilidade causa pesadelos em muitos líderes da região.

Origem: Os Kollichianos são um povo antigo que surgiu na mesma época dos Zartarianos, do outro lado do continente de Arthasia. Por milênios, esse povo guerreiro viveu em grandes clã nômades, que mantinham uma aliança frouxa entre si, mas às vezes guerreavam uns contra os outros, viajando pelas planícies, desertos e estepes daquela parte do mundo, sem formar uma grande nação. Eles seriam facilmente conquistados por uma força externa, devida a sua fragmentação, e falta de uma autoridade central. Então veio a profetiza Silaya, trazendo a mensagem do poderoso deus Rullik, que eles deviam se unir para tornarem-se uma nação forte contra as ameaças externas que viriam. Inicialmente, apenas alguns clãs acreditaram nas palavras de Silaya, mas uma invasão vinda do norte rapidamente deu mais peso à profecia. Os Zartarianos tentavam ampliar seu Império Bruxo, mas foram repelidos graças à rápida unificação e formação do Reino de Kollichar. Hoje, milênios depois, esse povo é muito desenvolvido, fortemente militarizado, e busca no ocidente novas maneiras de expandir seu Império.

Aparência: Com uma pele acobreada, cabelos escuros, e olhos castanhos amendoados, esse povo vindo do oriente é facilmente reconhecido. Homens e mulheres tendem a uma estatura média de 1,75m e 1,60m respectivamente. Barba e bigode são vistos como sinal de virilidade e é raro encontrar um Kollichiano de barba feita. Em termos de vestimentas, esse povo favorece o uso de roupas largas e confortáveis, feitas com tecidos nobres, como a seda que trazem do oriente. Turbantes são comuns nos homens, e muitas mulheres, seguindo as tradições antigas de seu povo, cobre o rosto com véus coloridos. Algo que não falta na cintura de nenhum indivíduo dessa cultura é uma espada larga de lâmina curvada chamada Rullikar, a Lâmina de Rullik.

Costumes: Como esse povo teve um passado bastante fragmentado, seus costumes costumam variar conforme a origem dos ancestrais locais. Porém, com a unificação liderada pela Rainha-Profetiza, algumas práticas se tornaram bastante comuns entre eles. A bebida alcoólica, por exemplo, é praticamente proibida, seu consumo é reservado apenas para os infiéis, bandidos e párias. A poligamia é comum e aceita, fazendo com que qualquer homem ou mulher capaz de sustentar mais do que um conjugue possa se casar com a benção de Rullikar. De fato, a Rainha-Profetiza possui diversos maridos, de todas as idades, e ser escolhido por ela é uma honra tão grande que quem recusar é exilado e excomungado. A religião desse povo também está enraizada na sua vida diária, e um dos motivos para a sua vindo ao ocidente é a expansão do culto a Rullikar e à Salaya. Assim, todos os dias ao amanhecer, os Kollichianos se voltam para o oriente, se curvam, e oram pela benção de seu deus e sua rainha. Além disso, devido a sua cultura militarizada, a maioria das pessoas dessa cultura possui alguém treinamento militar, e esse povo é conhecido por sua habilidade no campo de batalhe, e por seus arqueiros.

Organização: Se há milênios atrás esse povo era disperso e desorganizado, tudo isso mudou com a primeira encarnação de Rainha-Profetiza Silaya. Hoje, o Império Kollichar se estende por uma vasta região no oriente, dominando regiões que eram de outros povos, e agora voltando seu olhar para os vales férteis da região central de Arthasia. Gökyuz é a capital do Império, uma cidade com grandes palácios, e um muro de pedra gigantesco, e muito mármore. Quem governa esse povo é sempre uma mulher, que eles acreditam ser a reencarnação da Profetiza Silaya. Essas Rainhas-Profetizas tem autoridade máxima e costumam manter um harém de homens de diversos povos. Ser escolhido como um de seus amantes é considerado a maior honra que um homem pode obter. Quando a encarnação atual da profetiza morre, os sacerdotes vasculham o Império em busca de uma criança que tenha nascido naquela noite para substituí-la. Diversas outras grandes cidades se espalham pelo seus domínios, e os Kollichianos vão estabelecendo feudos nas regiões que conquistam. No ocidente, sem uma região para chamar de sua, esse povo estabelece colônias nas maiores cidades, se destacando como mercadores e emissários. Mais recentemente, os Kollichianos fundaram uma Cidade-Estado em um antiga ruína Zartariana, às margens do Rio Banedix, para facilitar o escoamento de seus produtos.

Reputação: Como essa cultura é nova na região central de Arthasia, a reputação deles entre os outros povos ainda é bastante variada. Os povos mais civilizados os veem como rivais, e possíveis inimigos, caso resolvam exercer seu poderio militar. Apesar disso, sua rica cultura, mercadorias exóticas, e informações de uma parte distante do continente os fazem bastante interessantes para os habitantes das Cidades-Estados. Já as culturas menos civilizadas, apesar de terem poucas oportunidades para contatar os Kollichianos, descobriram suas habilidades marciais, e costumam respeitá-los no campo de batalha.

Athiggnus, os Andarilhos da Noite

Athiggnus, os Andarilhos da Noite

Conhecidos como os Andarilhos da Noite, esse é um povo nômade, festivo, e muito supersticioso, porém com uma cultura rica e bastante influente (ao menos no que interessa a eles). Eles não costumam ficar no mesmo lugar por muito tempo e viajam o mundo comercializando objetos de arte, especiarias, tecidos e outras mercadorias mais escusas. São conhecidos, também, pelos seus adivinhos, charlatões e maldições. Entretanto, esse povo sofre forte preconceito junto a maioria das outras culturas, devido ao seu passado misterioso e falta de raízes fortes e uma organização mais tradicional. Eles ainda costumam ter bons contatos no submundo de qualquer sociedade, e é bem provável que um Athiggnu saiba onde você pode conseguir aquilo que procura, ou ao menos ele conhecerá alguém que sabe. Mas é bom ter cuidado com o que se pede de um deles, o preço que cobram costuma ser caro.

Origem: Os Athiggnus já eram nômades quando foram escravizados pelos Zartarianos, mas possuíam uma cultura em desenvolvimento, e um conhecimento peculiar sobre as estrelas e outras forças místicas da noite. Grande parte deles se tornaram escravos de nobres e outros Zartarianos mais poderosos, fazendo serviços menos braçais. Muitas das mulheres desse povo foram preencher os haréns de Reis-Bruxos, e isso os colocaram a parte dos outros escravos, diminuindo a miscigenação com outras etnias, e fazendo os Athiggnus ter mais contato com a cultura de Zartar. Os patriarcas, hoje, falam de Athigg, a Brisa da Noite, filha de Panluna, a Lua Cheia, que os libertou da escravidão, e que seu povo segue até os dias atuais. Seu espírito festivo se deve a séculos de opressão, e a superstição que possuem é consequência do contato que tiveram com os Zartarianos.

Aparência: Esse povo, devido às suas andanças pelo mundo, possuí uma pele bronzeada, combinada, geralmente, com um porte físico mais atlético. Os cabelos são tipicamente negros e brilhantes, levemente cacheados, e os olhos igualmente escuros, mas com uma luz que os torna muito vivos. Homens e mulheres possuem estatura mediana, com eles em média com 1,70m e elas com 1,60m. A beleza desse povo é notável, principalmente entre as mulheres, mas é uma beleza que costuma durar apenas sua juventude, já que muitas senhoras desse povo são descritas como decrépitas. A vestimenta comum deles é composta de muitos panos coloridos, de tecidos finos, adornados com joias, brincos, pulseiras, a maioria de prata, em homenagem às Deusas da Lua. As mulheres Athiggnus são umas das poucas de Anttelius a fazer uso de maquiagem, o que chama ainda mais atenção para a beleza natural das mesmas.

Costumes: Assim como a lua, que eles acreditam reger seu futuro, os Athiggnus estão sempre em movimento e mudança. Vivem em tendas luxuosas, mas nunca as deixam fixadas sobre o mesmo solo muito tempo. A música, a poesia, e a dança são tradições fortes entre esse povo que não possui uma forma escrita para seu idioma, fazendo essas formas de arte os principais meios de preservação de sua cultura. Assim, todos os eventos sociais desse povo envolvem muita dança, música, cânticos, fazendo com que tenham a fama de festeiros. O núcleo familiar é tipicamente patriarcal e polígamo, permitindo que, se a pessoas possui posses suficientes para sustentar mais de uma família, ela tenha mais que um conjugue. Por isso, a riqueza material é muito valorizada entre eles, o que faz com que outros povos os considerem gananciosos, egoístas, e perigosos nos negócios. As crianças desse povo vivem como servas de seus ascendentes até o rito de maturidade de 12 anos, quando ou são aceitos como membros completos de sua sociedade, ou são exilados e vistos como pessoas desonradas. Graças a esse povo que a Selomancia foi descoberta, o método de previsão do futuro por meio da observação de luas e estrelas.

Organização: Essa cultura não possui uma organização social muito uniforme e rígida. Divididos em diversos clãs, formados, por sua vez, por várias famílias ligadas entre si, eles vivem uma vida de constante viagens e mudança. Não existe uma autoridade central dentro desse povo, mas em ocasiões especiais, sabe-se que uma grande reunião ocorre em lugares secretos com os patriarcas de todos os clãs, a fim de debaterem sobre assuntos importantes. Mesmo assim, esse povo nômade conseguiu formar a maior rede de informações e contrabando de todo o continente de Arthasia. Um ditado comum é “se você está procurando algo, só precisa achar o Athiggnu certo”. E na maioria das vezes ele é bem verdadeiro. Mesmo em constante mudança, ou talvez por causa disso, esse povo tem acesso a muitas informações, contatos, e mercadorias, e sempre se certificam de deixar o seu “acervo” nas mãos de um irmão de sangue.

Reputação: Conhecidos como os Andarilhos da Noite, os Athiggnus são vistos como trapaceiros, enganadores, supersticiosos, e incultos. Apesar disso, muitos sabem de seu valor quando o assunto é encontrar algo importante, e conseguir artefatos menos “comuns”. Por serem nômades, poucas pessoas confiam neles, já que em um dia podem estar ali, e no outro não. Apesar disso, um outra cultura parece se identificar mais come eles, os Ravinai, o povo pirata de Anttelius, sempre em movimento como eles, e a procura de riquezas.

Arthasianos, os Filhos da Arthasia

Arthasianos, os Filhos da Arthasia

Conhecidos com os Filhos de Arthasia, ou o Povo Comum, os Arthasianos são o resultado de milhares de anos de miscigenação entre diversas etnias debaixo do Império de Sartar. Durantes os milênios em que os Reis-Bruxos governaram Arthasia, diversas etnias foram escravizadas e forçadas a viver lado a lado, sendo inevitável que acabassem se misturando. Sendo descendentes de escravos e não pertencendo inteiramente a nenhum povo, mesmo com a ruína do Império de Zartar, os Arthasianos acabaram sendo relegados a cidadãos de segunda categoria. A grande maioria deles vive em cidades dominadas por outros povos, alguns com direitos quase iguais aos seus compatriotas, outros até mesmo como escravos. Recentemente, um homem chamado Komenchan fundou a primeira Cidade-Estado governada por Arthasianos, Esperas, na Baia do Dragão, começando uma nova era na história desse povo.

Origem: Durante o Império de Zartar, diversos povos oriundos de várias partes do continente foram trazidos para as cidades controladas pelos Reis-Bruxos. Durante milênios esses povos conviveram lado a lado, compartilhando um ódio contra os Zartarianos, e, consequentemente, suas camas. O resultado foi um povo de indivíduos que possuíam os traços mais diversos, resultante da mistura de diversas raças e culturas, e altamente adaptável. Mesmo após a queda do Império de seus senhores, os Arthasianos conseguiram sobreviver, se misturando com os outros povos, se adaptando às novas condições, e se tornando o povo mais números de Arthasia. No entanto, por não terem uma identidade forte, muitos deles sofrem preconceito e são tratados como um povo inferior, impuro, que merece um tratamento apenas um pouco melhor do que um escravo. Por causa disso, recentemente, um Sacerdote chamado Komenchan, guiado por uma visão de um futuro melhor para seu povo, lidereu dois mil Arthasianos para as ruínas perdidas de uma antiga Cidade Zartariana e começou a reconstruí-la, fundando Esperas, a cidade da esperança, onde o Povo Comum vive e governa a si próprio.

Aparência: Os homens e mulheres desse povo possuem a aparência mais variada de todas as culturas de Anttelius. Devido a miscigenação de vários povos, cada Arthasiano pode apresentar traços de diversas etnias, uns quase podendo se passar por membros de outras culturas, e outros sendo tão diferentes que não se encaixam na descrição de nenhuma delas. De maneira geral, eles tendem a uma estatura média, com homens medindo por volta de 1,70m e mulheres 1,60m; cabelos e olhos com tons mais escuros; e uma pele que varia da morena clara à escura.

Costumes: Comumente, os Arthasianos adotam os costumes dos povos dominantes na região em que vivem, muitas vezes sendo impedidos de realizar todos os ritos e de participar te todas as ocasiões por não serem “puros”.  É bastante típico desse povo, também, o sincretismo cultural, fazendo com que os Arthasianos incorporem elementos de diversas culturas, religiões, e credos, mesmo contraditórios, aos seus, tornando a definição de costumes comuns desse povo difícil. Apenas recentemente, com a fundação de Esperas, eles começaram a ter uma estabilidade maior que os permite desenvolver esse aspecto de suas vidas. Lá, uma prática recente tem surgido, fazendo com que toda a cidade seja ocupada por uma grande festa todo último dia dos meses, a fim de celebrar a liberdade finalmente alcançada.

Organização: Da mesma forma, esse povo não possui uma organização e sociedade firme e homogênea. A maioria deles vive como cidadãos de segunda classe nas Cidades-Estados de outras culturas, preferindo uma vida marginalizada porém segura, a viverem sob os perigos de fora das muralhas. Em Esperas, no entanto, as coisas são diferentes. O governo é exercido por um Senado eleito de dez em dez anos, podendo se candidatar os patriarcas de cada uma das famílias residentes. São vinte homens que decidem todos os rumos políticos e econômicos da nova cidade, e por isso acumulam um poder significativo. Isso acabou gerando um batalha de poder nos bastidores do Senado, e a cada dez anos um verdadeira guerra de influências é travada pela cidade. Além disso, em Esperas, não há restrição a nenhum culto religioso, inclusive há templos de divindades rivais próximos uns dos outros, o que deixa muitos fiéis de outros povos um tanto descontentes. Há escravidão é proibida na Cidade-Estado Arthasiana. Embora aqueles que cheguem portando escravos não tenham sua entrada proibida na cidade, seus escravos receberam ajuda dos habitantes e do governo de Esperas caso desejem se tornar livres. Na prática isso não acontece tão frequentemente quanto o esperado, no entanto.

Reputação: Conhecidos principalmente pela alcunha de Povo Comum, os Arthasianos são tratados, em sua maioria, como cidadãos de segunda classe. Muitas das outras culturas, devido às tantas diferenças entre elas, tendem a se achar superiores, considerando os Arthasianos como impuros e imperfeitos. Alguns pouco indivíduos, entretanto, estão atentos aos acontecimentos em Esperas, e eles se dividem entre admiradores das inovações e mudanças trazidas peles Arthasianos, e os que acham que eles estão procurando por problemas.

Rumânicos, os Bárbaros do Norte

Rumânicos, os Bárbaros do Norte

Um povo selvagem e bárbaro do norte, conhecidos pela força e selvageria de seus guerreiros, assim como pelo poder caótico de seus Druidas. Os Rumânicos são acostumados à vida selvagem, caçando e viajando pelos bosques e vales gelados do norte. A vida, para eles, é um grande teste de força e vontade, onde a luta pela sobrevivência é constante, seja contra as bestas que encontram em seus caminhos, contra as diversas tribos que brigam por território, seja contra os povos vizinhos, ou contra as forças elementais que os testam constantemente. A vida selvagem é tão importante para esse povo que muitos deles se identificam mais com as bestas selvagens do que com os homens do sul.

Origem: O povo Rumânico se formou a pouco mais de meio século nas montanhas de Ruman, no norte da região central de Arthasia. As histórias contadas por esse povo falam de um grande grupo de homens e mulheres corajosos que seguiram para o norte depois da queda do Império de Zartar. Determinados a deixar para trás tudo aquilo que eles consideravam decadente e fraco das cidades Zartarianas, esse povo decidiu voltar às práticas bárbaras de seus antepassados. A força e selvageria dos animais e dos elementos primais do mundo eram vistos como o caminho natural e correto da vida, e o conforto e civilidade como sinais de fraqueza. Com o tempo, tribos foram se formando tomando como totens alguns animais típicos da região, como o grande urso negro, o tigre dente de sabre, e a aranha rubra gigante. Hoje essa cultura vive dividida entre tribos, sem uma liderança única, e sempre procurando desafios para superarem.

Aparência: Os Rumânicos são originários da miscigenação entre as etnias que foram escravizadas pelos Zartarianos milênios atrás, principalmente os ancestrais dos Solsonnir e dos Ungawa. Eles são altos, homens com 1,80m e mulheres com 1,70m em média, com corpos atléticos, devido a vida dura que levam. Possuem uma pele abronzeada, com cabelos lisos em tons escuros, e até acinzentados. Seus olhos são azuis, verdes, e cinzas, como seus parentes mais do norte. Peles de animais e armaduras de couro são as vestes mais comuns deste povo, principalmente entre nas estepes geladas em que vivem. Cada tribo, dependendo do seu animal protetor, costuma usar algum adereço que simbolize essa criatura, seja peles, dentes, crânio ou outra coisa. O porte de armas é comum entre todos os indivíduos desse povo, sendo machados e espadas largas suas armas favoritas.

Costumes: Sendo uma cultura tipicamente tribal e nômade, esse povo encara a vida como um grande teste de força e coragem. Desde crianças os indivíduos são testados constantemente com competições, rituais de passagem, e outras tarefas para os deixar mais preparados para a dura vida que precisam enfrentar diariamente nas estepes geladas de Ruman. Cada tribo, em particular, possui ritos específicos que acreditam fazer acordar o espírito de seus animais protetores nos guerreiros e guerreiras que são bem sucedidos. No entanto, um costume que é bastante comum é o da Grande Taistar, uma viagem que cada indivíduo faz antes de ser reconhecido como membro adulto da comunidade para se encontrar no mundo e provar seu valor. A maioria das pessoas permanece na região montanhosa em que vivem, apenas vagando por dias ou semanas até encontrar uma besta feroz para enfrentar e provar sua coragem ao seu povo, mas alguns deixam as Montanhas de Ruman e vão para outras terras, buscando uma glória que não encontrariam onde estavam. Além disso, esse povo tem uma reverência às forças primais do mundo, principalmente em suas formas mais devastadoras. Eles veem as tempestades como um desafio enviado pelos deuses, os terremotos como provações, e a morte como um descanso merecedor para aqueles que lutaram bravemente.

Organização: Os Rumânicos não formam uma nação unida ou um reino, mas apenas um aglutinado de tribos vivendo entre montanhas, estepes, e bosques. Cada tribo possui um Druida ancião responsável pela proteção espiritual e um Pazan, guerreiro responsável por liderar a tribo em momentos de conflito. Possuem, também, um totem guardião chamado de Pazangan, normalmente um animal feroz da região, sendo-lhes proibido caçar ou comer da carne deste animal. É sinal de grande desonra para a tribo se inimigos caçarem seu Pazangan, sendo assim, os Rumânicos costumam usar peles de animais que são totens de outras tribos como um exibicionismo confrontador, ao memso tempo em que tentam vingar-se daqueles que ostentam peles do seu Pazangan. Os Rumânicos são monogâmicos e incestuosos, sendo isso também um dos motivos para conflitos internos. Nenhuma forma de escravidão é usada entre os Rumânicos, sendo a execução sumária a pena máxima de um criminoso, e muitas disputas são resolvidas em combates rituais.

Reputação: Conhecidos por serem bárbaros, incivilizados e selvagens, os povos do sul não os veem com bons olhos. No entanto, suas habilidades em combate são famosas, e quando alguns deles aparecem nos vales férteis da região central de Arthasia como mercenários, seus serviços são bastante procurados. Aquelas culturas com tradições militares mais fortes respeitam a bravura e força desse povo, mas ainda assim acreditam que devido a falta de um treinamento formal, lhes falta estratégia em combate. No entanto, os Rumânicos compensam isso com extrema selvageria.

Eleanos, o Povo Erudito

Eleanos, o Povo Erudito

Descendentes dos Rumânicos, os Eleanos se tornaram um dos povos mais cultos e prósperos de Anttelius. Eles foram os primeiros a se reestabelecer nas antigas cidades do Império Zartar depois de sua queda. Mezanthia, a mais antiga e próspera Cidade-Estado Eleana, contém a maior e mais completa Biblioteca de Anttelius. No entanto, por trás da aparência culta e próspera, a sociedade Eleana é decadente e hedonista. Muitos vivem em sonhos induzidos por flores lótus e outras drogas, e depois de séculos de prosperidade e evolução, essa cultura parece ter estagnado e não conseguiu avançar mais. Hoje a maior parte dos Eleanos é contente em viver nas suas cidades, assistindo lutas de gladiadores, bebendo vinho, e comendo pétalas de flores alucinógenas. Ainda assim, devido ao que já conquistaram, os Eleanos são considerados o povo mais civilizado de Arthasia.

Origem: Milênios atrás, os escravos Rumânicos, sobre o domínio do Império de Zartar foram divididos e separados entre as cidades imperiais, acabando por perder sua identidade, e se misturando com outros povos. Não demorou muito para esses descendentes começassem a absorver a cultura de seus senhores e de seus companheiros. Após a ruína dos Zartarianos, a qual os Eleanos creditam a si mesmos, por terem liderado uma revolução entre os escravos, os Eleanos foram os primeiros a deixar a barbárie e reerguer as antigas cidades na região, estudando o legado que ainda sobraram de Sartar. Mas ao contrário de seus antigos senhores, esse povo não se dedicou ao estudo das artes negras, e manteve sua crença nos Deuses amantes, Nolean e Iarin, que segundo eles, deu origem ao seu povo. Hoje, eles vivem nas cinco principais Cidades-Estados na região central da Planíces de Iarin: Mezanthia, Aranos, Lurian, Sania e Zialis. Todas construídas sobre as ruínas de antigas cidades Zartarianas, e ainda mantendo muito de sua arquitetura, e outras coisas remanescentes do antigo Império.

Aparência: Os Eleanos, assim como seus primos das montanhas, possuem uma pele clara, mas seus cabelos são mais ondulados ou cacheados, variando da cor castanha ao loiro. Os olhos são na maioria castanhos e escuros, mas alguns poucos possuem olhos verdes. A estatura desse povo é mais baixa que o normal, e homens medem em média 1,65m com mulheres por volta de 1,5m. Apesar disso, esse povo possui atributos físicos bem desenvolvidos e atléticos. Com lábios carnudos, narizes largos, e pele brilhante, são considerados um povo de beleza única, e em alguns lugares menos civilizados, mulheres Eleanas são vendidas como escravas por preços elevados. Em termos de vestuário, esse povo se sente mais confortável usando roupas largas, leves, de tecidos largos, como togas. É comum o uso de joias e pedras preciosas em adornos, mas sem exagero. Quando a vontade, eles preferem andar descalços, para mostrar os anéis que usam nos dedos dos pés.

Costumes: Os Eleanos são um povo extremamente culto e sofisticado. Presentes em quase todas as regiões de Arthasia, levando sua cultura, mercadorias, e serviços aos outros povos, e espalhando seu jeito de viver. As Cidades-Estados controladas por eles são uma das poucas a possuir centros acadêmicos, bibliotecas, e outros lugares de saber. Ainda que esses seja restritos apenas a nobres e estrangeiros dispostos a investir suntuosas somas de ouro, isso os põem em posição de destaque em Anttelius. Mas por trás dessa fachada nobre e civilizada esconde-se a decadência dessa cultura. Sendo adoradores dos Deuses Amantes, eles costumam organizar e se envolver em grandes orgias, com banhos comunais, regados a vinhos, e drogas alucinógenas derivadas do cultivo de flores de lótus. Esse costume eles herdaram de seus antigos senhores, os Zartarianos, que utilizavam as flores de lótus e seus efeitos para ampliarem seus sentidos, e facilitar o uso das artes arcanas. Os dois Deuses Amantes, Nolean e Iarin, são tidos como os guardiões da família, fertilidade, vida, alegria, prazer, e luxúria. Em algumas noites, de anos em anos, grandes festas que acabam em orgias são feitas em homenagem aos dois, e as crianças nascidas dessas ocasiões são tidas como abençoadas.

Organização: Esse povo vive, principalmente, nas cinco grandes Cidades-Estados da planície de Iarin, sendo Mezanthia a maior entre elas. Embora independentes entre si, os governantes dessas cidades mantém uma aliança forte entre si, e se ajudam em momentos de necessidade. Chamados de Praeses, esses homens são eleitos de dez em dez anos, podendo serem reeleitos quantas vezes conseguirem. É comum que a mesma pessoa, ou família, permaneça no poder por dezenas e dezenas de anos, já que a cada mandato, os Praeses utilizam todo sua influência para irem se consolidando no poder. Assim, nas disputas políticas Eleanas, não é incomum a troca de favores, traições, assassinatos, escândalos e outras artimanhas para desestabilizar os oponentes. Os únicos capazes de votar e serem eleitos nas Cidades-Estados Eleanas são os homens nobres desse povo. Mulheres e homens sem um alto status ainda possuem direitos sobre as leis Eleanas, mas não tanto quanto os nobres. Mesmo assim, essa cultura é uma das mais receptivas a estrangeiros, possuindo distritos e regiões onde muitas outras etnias vivem em suas cidades.

Reputação: São conhecidos pela sua sofisticação, civilidade, e cultura avançada, ao mesmo tempo que suas fraquezas, vícios, e decadência começam a ficar aparentes. Aquelas culturas que valorizam o conhecimento, a civilização e o avanço tecnológico e cultural, veem os Eleanos como um grande povo, e os respeitam, apesar de as vezes os invejarem. Entretanto, aqueles que valorizam mais a bravura, a honra, e a força, os enxergam como fracos, decadentes e a prova de que a civilização tende a ruir, inevitavelmente.