sábado, 1 de dezembro de 2018

O Vale Aedim



 
O Passado da Região
Pouco se sabe a respeito do passado da região que viria a ser conhecida como “Vale de Aedim”. Contudo, alguns parcos elementos foram registrados, em uma tentativa de preservar um pouco do passado deste local.
Conta-se que esta região era muito próspera, como frestas abundantes em frutos, ervas e caça; os rios eram fartos e as rochas subterrâneas ricas em prata e metais preciosos. Não era de se estranhar que em algum momento, a ambição dos homens lançaria sua sombra nas riquezas naturais e, aos poucos, exércitos começaram a se formar em busca de supremacia. Muito sangue fora derramado, e a terra se alimentou de aço quebrado e ossos partidos. Exércitos foram construídos quase tão rapidamente quanto foram destruídos, e novas alianças despontavam dentre senhores da guerra e nobres, independente de raça e credo.

Com a necessidade crescente de novos exércitos, vagas para tropas mercenárias despontavam todos os dias, e assim, orcs, goblins, ogros e mesmo soldados de companhias já esquecidas por derrotas prévias abundavam nas cercanias. O último tirano, um feiticeiro déspota conhecido como Fergar “O Eterno”, havia não apenas dominado o território com seus lacaios, como reunido um assustador exército de sombras, demônios e guerreiros monstruosos poderosíssimos.
Ainda é um mistério como isso foi possível, mas alguns estudiosos atribuem tais capacidades a uma coroa antiga e poderosa encontrada pelos batedores de Fergar. Ela teria pertencido a um rei bruxo (chamado Khazard) de longínquas eras, cujo espírito ainda habita na coroa (e parecia corromper e manipular qualquer um fraco de mente e espírito).
Com a ameaça aos reinos vizinhos, poderosos reis começaram um jogo político para analisar como dariam um jeito naquele terrível exército. Recém saídos de uma grande batalha, os reinos pareciam hesitantes em escolher seu campeão, até que este surgiu sem votos.

Lorde Aedim, senhor de terras desconhecidas, portador de um título de nobreza não comprovado, marchou com um pequeno contingente de 50 soldados.
Alguns dizem que sua motivação fora a vontade de se elevar diante dos nobres, enquanto outros dizem que ele era um verdadeiro herói, agindo pelo bem comum.
Derrotando aos poucos os bastiões inimigos, suas incursões minavam as defesas dos opressores. Mercenários elfos e sulistas vieram em resposta ao seu chamado, e assim, com uma força inferior às de Fergar, Lorde Aedim conquistara a região devastada, tomando-a para si e renomeando-a como “Vale Aedim”, após isso Aedim trancou a coroa que tirou de Fergar e a mantinha consigo o tempo todo, com medo que o mal que ela representava retorna-se ao mundo. Muitos pereceram, mas através deste esforço e da brilhante liderança de Lorde Aedim, hoje a Vale Aedim desponta como um símbolo da coragem e do heroísmo.

Após terminar a pacificação no Vale, o Lorde Aedim e seus soldados rumaram para o sul para auxiliar um reino com o qual pretendia fazer uma aliança, O Reino de Arthasia. A aliança foi confirmada com o casamento de Lorde Aedim com a princesa Lyria Maetch, famosa não só por sua beleza, mas por seus conhecimentos nas artes mágicas aprendidas diretamente com os altos elfos. Poucos anos depois desse evento, Lorde Aedim se tornou rei de Arthasia, e começou a expansão do reino, dominando diplomaticamente ou por meio da força vários reinos vizinhos. Em poucos anos todos os reinos ao sul de Arthasia foram dominados e a paz tão sonhada parecia finalmente ter chego, mas não durou muito tempo.
A Rainha Lyria tinha dado a luz a um herdeiro, mas morreu no processo, poucas semanas depois o bebe adoeceu e também veio a falecer, esses acontecimentos mudam pra sempre o Rei Aedim, que passava mais tempo trancado na biblioteca de sua esposa do que cumprindo seus deveres reais. Buscando desesperadamente uma forma de recuperar sua esposa e filho, Aedim acabou sendo tentado pela Coroa de Khazard, que lhe prometeu trazer sua mulher e filho ao preço de sua liberdade, inicialmente o rei apenas ignorou as propostas ardilosas do Rei Bruxo, mas com o passar do tempo e tendo todas as suas tentativas falhas, Aedim aceitou a barganha, não percebendo que as trevas do passado, ainda maiores do que as que ele havia enfrentado haviam retornado ao mundo.


O Vale Aedim Hoje
A Região chamada de Vale Aedim se localiza no norte do continente, do outro lado de uma cadeia de montanhas conhecidas como Picos de Ferro dentro de um grande vale. O Clima é Temperado, com a temperatura variando de 18 a 20 graus nos dias quentes e 0 a -3 graus nos dias frios de inverno. Sendo um vale, ele é cercado por montanhas altas e em seu interior ele possui planícies, um grande lago, rios, florestas e bosques, possuindo também vários pequenos povoados e algumas cidades.
Apesar da pacificação da região do Vale no passado, ele ainda é um lugar selvagem e perigoso e os povoados humanos que lá existem são mais frágeis do que parecem, suas cidades são como pequenos refúgios no meio de um mar de terrores ancestrais. Agora com o  retorno da Sombra, as baixas muralhas e poucos guardas são a barreira contra a invasão dos monstros que espreitam pelo mundo, dos seres das trevas que escapam para o mundo material, assim como contra as tribos de Orcs e Goblins que infestam todo o continente. Perigos constantes fornecem incentivo considerável para os povoados de Aedim trabalharem juntas, mas rivalidades antigas e ambições podem atrapalhar esse avanço.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Deuses Elficos






Galawain
Galawain é o governante do Panteão Élfico e o marido da deusa Lileath. Ele é considerado o Grande Protetor pelos Elfos e é o líder do Kadai e o e representante da Proteção e do Sol. No alto de uma grande pirâmide no mais alto dos céus, Galawain vigia o mundo sozinho e nunca foi visto pelos mortais. Como tal, suas representações são sempre mascaradas, mas a mais comum é de uma Fênix.




Isha
Isha é a deusa da fertilidade, protetora do equilíbrio natural e mãe da raça élfica. Ela é adorada pelos Elfos  como uma de suas divindades dominantes, embora outros Elfos orem para ela para ajudar a agricultura, para proteção durante o parto, ou para ajuda quando estão em lugares selvagens.




Kurnous
Kurnous é o deus da caça e o senhor dos lugares selvagens. Todos os Elfos o veneram, pois ele é o marido de Isha e o pai de sua raça. Kurnous exige que um caçador nunca mate animais por esporte ou sem motivo, apenas animais ferozes ou aqueles cuja carne e couro são necessários para a sobrevivência. Violar esse credo é perigoso em todo o mundo, pois Kurnous é uma divindade vingativa.



Lileath
Lileath é a Deusa dos Sonhos e da Magia, pelos elfos eruditos e magos. Ela é a patrona dos videntes e profetas, e é rezada por clareza, profecia e previsão, especialmente por um Elfo que enfrenta um grande desafio ou decisão difícil, ou que precisa de alguma boa sorte. A deusa também é conhecida por montar um cavalo celeste chamado Cindermane, que a carrega pelos céus.
  



Asuryan
O Deus Traidor, Asuryan é o Deus da Enganação, Sombras e Morte. Asurian é uma figura misteriosa porque seus seguidores guardam os segredos de seus ritos por trás de um véu de sigilo. Seus servos são ocasionalmente chamados de "sussurros da morte" por sua habilidade de matar sem que sejam percebidos.


Deuses Anões




Grungni
Grungni é o Deus Anão da Mineração, Metalurgia e Artesanato e um dos três Deuses Ancestrais mais famosos. O mais importante de todos os Deuses Anões, foi ele quem primeiro adentrou nas montanhas, extraiu minérios e fundi-os em metal, o que ele ensinou aos anões. Desta forma, ele deu aos anões as ferramentas e os meios para se defenderem contra seus inimigos.

Dogmas:
-Sempre se esforçar para melhorar a reputação do clã por meio do trabalho bem feito
-Faça reparos em qualquer estrutura quando esta se tornar insegura.
-Nunca desperdice a generosidade mineral da terra.
-Nunca se renda a Goblins ou seus malditos  parentes.


 

Valaya
Valaya, Deusa Anã do Lar da Cura, é a esposa de Grungni. Ela é a deusa da família, cura e cerveja, também é dito que ela é a fundadora de muitas fortalezas anãs (incluindo Karaz-a-Karak e Karak Alnir) e é tida como a protetora da raça anã.

Dogmas:
-Sempre forneça ajuda a um anão ferido ou doente.
-Sempre ajude um amigo anão em necessidade.
-Cuide e eduque bem os jovens.
-Sempre proteja seus companheiros, principalmente dos goblins.
-Nunca venda ou distribua cerveja estragada.



 

Grimnir
Grimnir é o Deus Anão da Guerra, Caça e Força. Grimnir é um dos principais Deuses Ancestrais dos Anões ao lado de Grungni (irmão de Grimnir) e Valaya (esposa de Grungni). Ele personifica a destemida coragem e destemor da raça anã.

Dogmas:
-Sempre defenda as fortalezas anãs.
-Permaneça firme, nunca fraqueje ou fuja da batalha.
-Sempre ajude um companheiro de armas caído.
-Não existe misericórdia para os inimigos dos anões.
-Mate o maior número possível de inimigos.





quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Calendário



Calendários e Astros
O mundo conhecido leva 365 dias para dar a volta em torno do seu sol. O planeta também tem duas luas orbitando. A maior delas, tem um ciclo de 24 dias de uma fase a outra, e não difere muito da lua do nosso mundo real. A outra lua, é inconstante, hora aparece mais perto, hora mais distante.

Há duas lendas principais a respeito da natureza e origem da segunda lua. De acordo com a primeira, ela era um portal que ficava no céu, através do qual demônios desciam até o mundo para destruir humanos. O deus Ulric infligiu um grande e terrível golpe sobre ela, dividindo-a numa segunda lua, de modo que os mortais nunca se esquecessem do deus que os salvou.
A segunda lenda diz que quando a sombra chegou ao mundo pela primeira vez, ela apagou o sol entregando mundo a um reino de trevas e escuridão, espalhando o mal pela terra onde quer que passasse
, mas então Eothas se levantou contra a sombra e criou um novo sol o que brilha até os dias de hoje.

Meses, Semanas, Dias e Festivais
Há tantos calendários no mundo quanto há raças e países, mas há um que é de certa forma o padrão em Arthasia. O calendário que divide o ano em 12 meses de 30 ou 31 dias. Há sete dias na semana, cujos nomes datam épocas antes da criação do Império de Arthasia. Muitos festivais e feriados existem e ocupam os calendários pelo mundo dependendo das regiões, crenças e raças. Mas existem dois dias muito temidos por todos os povos e até mesmo as pessoas mais céticas e cínicas ficam em casa, longe da fúnebre luz lançada pelas duas luas nos dias de Hexengart (Noite das Bruxas) e Heimngart (Noite do Mistério).

Dias da Semana
1º Inicio da Semana
2º Dia do Trabalho
3º Dia do Comercio
4º Dia do Pão
5º Dia do Pagamento
6º Fim da Semana
7º Dia do Descanso


Meses do Ano
1º Belliatus- Mês do Inicio - A Dama ou A Rainha
2º Draconis - Mês da Renovação - Alto Dragão
3º Fervenial- Mês do Plantio - O Carvalho
4º Solium - Mês de Eothas - O Sol
5º  Peraquialus - Mês do Verão - O Viajante
6º Kios - Mês do Mistério - O Caos
7º Eluvia - Mês da Revelação - Sacrifício
8º Fenrar- Mês da Colheita - O Grande Lobo
9º Belenas - Mês da Fermentação - A Montanha
10º Satinalis - Mês das Neves - A Lua
11º Filmenos - Mês de Ulric - O Lorde ou O Rei
12º Tenebrium - Mês das Bruxas - A Treva

Gírias e Expressões


Gírias e Expressões do Vale Aedim
A linguagem da população de Aedim é muito ornamentada e há muitas expressões que fazem referência a ocorrências conhecidas na localidade. Algumas expressões desafiam a compreensão, embora outras são muitos simples de entender. Abaixo algumas das expressões mais usadas em Aedim, principalmente em Kelt e Kinnfort.


"Subir o Reik sem um barco."
Quando você está fudido. Em grandes problemas.

Se eles te pegarem, você vai subir o Reik sem barco.


"Gado de Thaos"

Referindo-se aos habitantes de de Farovia, como mortos-vivos. (Thaos é um dos vampiros mais poderosos que existem)


"Tão bêbado quanto um cartógrafo"
Vem do fato de que muitos mapas do Vale são falhos e inconsistentes, que parecem ter sido feitos por cartógrafos embriagados.

"Cabeça de Alce"
Invasor nórdico. Refere-se aos elmos que os guerreiros Aesgartianos usam.

"Aperto de Tybalt"
Um aperto de mão fraco e xôxo. Vem do fato que o Chanceller Tybalt teve seu dedão arrancado por agitadores em um motim alguns anos atrás, em um protesto contra seus novos impostos de trabalho.

"Festa de Nazair"
Uma manifestação ou motim.

"Cavalgar o grifon"
Alguém que está exibindo extrema habilidade em algo, normalmente combate. Pode também significar alguém que está louco ou alucinado. Vem das lendas sobre o Rei ter um Grifo para cavalgar.
Viu, ele está cavalgando um grifo.

"Torta de graça não existe"
Nada no Vale é gratuito, tudo tem seu preço. Você nunca ganha algo por nada. É como o ditado "Bom demais para ser verdade."

"Uma guerra particular"
Algo que é da conta de somente uma pessoa. "Bem, isso é sua guerra particular, não há nada que possamos fazer para ajudar."

"Cheira nuvem"
Um termo para zoar magos, implicando em dizer que eles empinam seu nariz até as nuvens e se consideram acima de meros mortais.

"Karl" ou "Coroa"
Referem-se à moedas de ouro de Aedim, que mostram a imagem do Rei. Também conhecida como Coroas de Ouro.

"Onde há sujeira, há goblins"
Alguém que precisa de alguém para fazer um trabalho barato.

"Maior que a salsicha de Magran" 
Termo ambíguo e difícil compreensão, mas refere-se para tudo que é muito grande.

"Cão Preto"
Forma pejorativa de se referir a caçadores de bruxas.

"Putas cegas"
Termo para denegrir Ulric ou Eothas, dizendo que são cegas para injustiça e o sofrimento do mundo.

"Disputar com um ogro quem come mais"
Fazer algo contra alguém ou algo que é impossível de vencer.
Tentar entrar no castelo é como disputar com um ogro quem come mais.

"Descascar lenha"
Masturbar.

"Pastor de níquel"
Mendigo.

"Claro como o Bosque de Albion"
Algo que não ficou muito claro, pois Albion é conhecida por suas neblinas incessantes.

"Menininhas"
Termo anão para se referir aos elfos.

"Custa um ovo"
Muito barato.

"Pistaleiro"
Um homossexual. Referindo-se a alguém que lida bem com "pistolas".

"Puxar a barba do Anão"
Agir como um idiota ou fazer algo que com certeza iria te ferrar.
"Putz, nessa aí você puxou a barba do Anão".