terça-feira, 4 de julho de 2017

Coliseu


Presos?!
Acordaram da escuridão que havia tomado conta após terem sido pegos, as barras da prisão era a principal paisagem da nova – e não tão confortável – cela. Urros estremeceram as paredes do local e guardas denunciaram que seriam parte do novo show do Coliseu de Thanned.  Alrien, a única mulher, lixou suas unhas pontiagudas deixando que o sangue assassino consumisse seu corpo e sorriu amavelmente. Enquanto Motaro, o homem negro e forte, discutiu mentalmente com seu estômago que rugia pedindo-lhe carne. O outro homem, Ragnar, tão forte quanto o negro, olhou confuso para o homem na cela, estava acostumado a ter mulheres e não homens consigo.

Pão e Circo
Saíram da cela fria, os urros da plateia aumentaram. Era cedo e os três já estavam armados na arena com o pouco que acharam no chão. A fera negra, parecida com um leão - apesar de ter chifres – parecia faminta. Com um plano arriscado, a mulher de cabelos brancos usou um de seus truques. Fogo. Cercaram aquele animal vindo das profundezas do vazio de Tharizdum e danaram a correr. Guardas se alarmaram, mas entraram pela sala de onde a besta saiu. Feras e mais feras, Thanned era um local estranho. O fedor do esgoto chamou atenção dos três prisioneiros e mergulharam nas águas fétidas assim que ouviram passos atrás deles.

Moeda
Estavam cansados de correr por túneis fétidos, cheios de detritos e restos de corpos. O túnel em que se encontravam mudou, uma camada verde tomou conta das paredes e estranhos cogumelos luminosos projetavam luz ao redor. O túnel dava diretamente no mar, o porto de Thanned poderia ser visto dali. Contudo, algo chamou a atenção de um deles, uma moeda fincada perfeitamente na parede. Após alguns momentos de estudo e discussão, algo chamou a atenção dele. Sangue na água. Sem nem mesmo pensar duas vezes, testaram todos os modos que imaginaram e uma passagem se abriu diante deles.

Taverna
Utilizando novamente seus truques, a hyrkana criou uma ilusão no alçapão e nos corpos deles. Roupas, nada de tangas horríveis que os vestiram no coliseu. A taberna estava vazia, mas o taberneiro estava de olho neles, suspeitos. Uma moça jovem e bela, sentada no colo de um marinheiro beberrão, chamou a atenção dos três. Dinheiro fácil, era isso que viam. Em questão de poucos segundos, Motaro tinha um saco de moedas do marinheiro e o grupo havia feito uma nova amiga.

Bazar
Após o sumiço do marinheiro para seu quarto, a jovem Lilian conversou com eles. Cidade grande era sempre muito complicado e nada melhor do que ter gente devendo favores, era o que a jovem pensava. A moça os levou para o bazar para conseguir a eles algumas peças de roupas. Local cheio, pessoas de todos os tipos, a algazarra era ali. Como em um toque de mágica a mocinha arrumou a eles as roupas, pois tinha uma grande influência no local, principalmente com os homens.  Um homem um tanto peculiar chamou a atenção de Ragnar que logo foi mostrar seus dotes, o senhor louco – pois falava sozinho - se surpreendia enquanto ele tomava venenos e não morria.

Trabalho

Após conhecerem o velho e seu amigo imaginário no bazar, Lilian os ajudou com um local para dormir. Um velho galpão. No dia seguinte a mocinha os levou para a casa do velho louco e os arranjou um trabalho. Ali começava a nascer uma amizade. 

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