segunda-feira, 19 de junho de 2017

Capítulo 2 – A Tumba


Era quase noite quando o grupo chegou ao tal local, o vento não se atrevia a passar por ali, as árvores e arbustos eram afastados do grande centro de pedra verde polida. O vale de montanhas escuras deixava o clima um tanto estranho, os animais não se atreviam a pisar ali.

A escuridão já tomava conta do firmamento e uma estrela vermelha brilhante surgiu no céu, na superfície lisa um pequeno desenho de uma cobra e inscrições apareceram, chamando a atenção do grupo.

- Quando a Estrela de Sangue Brilhar e o sangue de meus inimigos a constelação banhar, Zekar finalmente retornará, para o Império de Khazard renascer – leu Kriv olhando para o chão.

- E ai? Vocês são Khazardianos, vocês sabem o que fazer. – disse John com medo.

- Não nascemos sabendo de tudo, ô espertinho – resmungou Alexander.

- Eu tive uma ideia – disse Erick fazendo um corte em sua mão e deixando o sangue pingar.

A cobra engoliu o sangue e rodou no mesmo lugar, um click foi audível e uma escada se abriu na frente deles. Com tochas acesas e a coragem se esvaindo ao ver a escuridão das escadas, os aventureiros adentraram. Corredores com estátuas humanoides com cabeças de cobra, davam luz ao local mais a frente. Uma câmara com uma bacia se abria para eles. Aos cantos, serpentes com rosto de mulheres escancaravam suas bocas de pedra para o centro da sala.

Himlerith pediu aos seus colegas que o aguardassem na porta, tomando cuidado com possíveis armadilhas, ele verificou o conteúdo da bacia. Óleo negro. O sorriso brotou no rosto do Khazardiano. Passou a ponta de uma de suas flechas no óleo e voltou para a porta mirando a tal bacia, mira pronta, Darik se aproximou do amigo e ateou fogo na ponta e balançou a cabeça positivamente.

A flecha zuniu pela sala e cravou no centro da bacia que logo pegou fogo, em questão de segundos, as mulheres cobras cuspiram fogo verde na direção da bacia. Um click audível tirou a atenção dos aventureiros quando o fogo das cobras parou, mas a pira verde ainda permanecia acesa.

- Boa amigão – sorriu Kriv batendo no ombro de Himlerith e seguindo em frente junto de Erick.

- Está tudo muito simples – disse Greg assustado.

- Acabamos de entrar – respondeu Darik ao lado da porta.

Erick abriu a porta sutilmente e a escuridão havia retornado, iluminando com a tocha levemente o local, todos adentraram e viram o mesmo que o rapaz. Uma sala octogonal com planetas e estrelas decorando a parede. Avançando com cuidado, Erick viu uma estátua de cobra de ouço maciço no centro da sala com uma constelação em sua cabeça.

Kriv acompanhava seu amigo de perto até chegar ao lado da estátua, percebeu então uma cabeça apodrecida. Tomou em suas mãos tão coisa e reparou que sua boca se mexia loucamente tentando mordê-lo.

- Acho que temos um amigo tendo espasmos pós-morte aqui – disse ele olhando estranho para a cabeça em sua mão.

- Deixe-me ver – Alexander agachou para ver tal coisa, mas seu conhecimento não o traia – pelo estado da decomposição, eu diria que está morte há anos e que é um morto-vivo. Não deixe que ele te morda, parece que a cabeça dele foi arrancada a força.

- Isso não é nada bom – John tremia e se afastava com seu amigo Greg.

Um riso viperino ecoou pela sala causando arrepios em todos, Erick balançou a tocha para um lado e para outro em busca do dono da voz.

- Ele ri? – Kriv olhava para a cabeça se mexendo.

- Não foi ele – disse Darik olhando ao redor.

- Meuq’th anaforpren abmut’th edh Zekar? Soloth! – disse a voz viperina ecoando pela câmara.

Na mesma hora Alexander arregalou os olhos procurando o ser que falara aquilo. Ele entendera cada palavra. Khazardiano Antigo, a língua do Império de Khazard ecoava ali passando em sua mente. Seu pai sempre dizia que seria útil um dia, o velho tinha razão.

- Satisfeitos? Agora temos problemas – disse Himlerith para Greg e John.

- E dos grandes – disse Alexander se afastando e trazendo Kriv para próximo de si – meuq’th e’ ecov’th – disse Alexander olhando para a escuridão.

- Que merda é essa cara?! – disse Darik olhando para o amigo.

- Ele fala em Khazardiano Antigo, disse “quem profana a Tumba de Zekar? Tolos.” – disse Alexander.

- E o que você disse? – perguntou Erick sem tirar os olhos da escuridão.
- Perguntei quem ele é.

- Ue’th uos a Etnepres’ed’eugnag, ayh aidraug (eu sou a Serpente de Sangue, a guardiã) – disse tal voz e logo em seguida riu – eu’th ies’th euqy secov’th mety o apam’s. (eu sei que vocês têm o mapa)

- Someiv me acsub’th ed’th otnemicehnoc (viemos em busca de conhecimento) – respondeu Alexander enquanto via Darik jogar um pedaço de carvão com fogo próximo à estátua.

- Osoritnem! (mentiroso) - berrou a criatura.

Uma cauda de cobra rapidamente se recolheu diante da luz e o grupo ouviu o barulho a sua direita, logo, o grupo foi para o lado esquerdo deixando Greg e John próximos da porta paralisados. Himlerith sussurrava para eles virem para próximo, vendo o desespero crescente do grupo, Alexander se concentrou em seu familiar e o fez rondar a sala. Entretanto, em questão de segundos, uma bocarra o engoliu e a presença de seu amado corvo sumiu, o homem voltou a si assustado.

- Pelo amor de Shae... – Alexander virava para seus amigos e relatava a bocarra enorme.

Greg e John corriam para o grupo, mas John berrou ao ser puxado. A sala se encheu com os sons dos ossos quebrando. Tudo o que conseguiram ver foi a cabeça de John parando a frente deles e murchando ficando igualmente àquela que estava na mão de Kriv. Greg berrara como um louco arregalando os olhos e correndo para a porta onde todos estavam. Kriv incendiou a cabeça e jogou em uma parte da sala mostrando a cobra rosada com olhos amarelos, no chão, destroços de que um dia foi o corpo de John.

Fonte: http://nathasha-fary.deviantart.com/


Derik cutucava o Khazardiano mais velho, mas viu que o amigo também não sabia o que fazer. Erick a essa altura estava grudado na porta com uma cara terrível. Estava imóvel. Alexander sacodiu a cabeça e com alguns símbolos no ar e derramando sua mochila no chão deixou os ossos de um esqueleto caírem e o levantou com sua magia.

- Abra a porta Phillip! Abra! – berrou ele ouvindo o rastejar da cobra, eles seriam os próximos.

Na hora que o esqueleto retirou Erick da maçaneta e o mesmo voltou ao normal, o esqueleto colocou suas mãos esqueléticas na maçaneta. A cobra estava mais perto. Mas Alexander sentiu sua magia se esvair e perder o controle dos ossos, em um golpe rápido o esqueleto tentou acertar Himlerith, errando, mas abrindo a porta. Greg, já insano, correu feito um louco para o corredor da direita sendo abraçado pela escuridão.

A cobra iria abocanhar todos, mas correram e Kriv jogou óleo e fogo na criatura que simplesmente cuspiu de volta no feiticeiro que se contorcia no chão sentindo o calor. Kriv fechou a porta e acudiu Alexander em chamas.
O grito de Greg ecoou pelo corredor, muito provavelmente estava morto a essa altura. Derik, o alquimista, dera a Alexander uma pequena poção de cura e ajudou o companheiro a levantar.

- Mas que merda... Tharizdum está brincando conosco – disse o homem arrumando as vestes chamuscadas.

- Bom, vamos para a esquerda! – disse Himlerith animado levando o grupo consigo.
  
Ao virarem para a esquerda uma enorme sala se estendia. Era redonda cm bordas negras que davam para um abismo sem fim. Ao centro, um trono de pedra negra reluzia adornado com cobras, seus apoios de mãos era um rubi e uma safira.

- Alguém está cansado? – brincou Erick.

- Eu não sento nisso nem que me paguem – disse Darik.

- Então, deixe comigo – Kriv sentou e sua mente fora teleportada para outro lugar.

Salas confusas, bichos estranhos, um homem sem pelos, branco e forte estava parado segurando sua espada negra em uma montanha, seus cabeços negros balançavam ao vento e seus olhos vermelhos brilhavam. Ele sorriu para Kriv e disse “irei busca-los, vermes que profanam meu lar”. Kriv voltou a sua realidade e agora via na porta o esqueleto que Alexander havia acordado vindo na direção deles com a clava de John. Os amigos estavam preparados para enfrentá-lo. Himlerith tentava arrancar o rubi do trono para arremessar no esqueleto, mas percebera que ele rodava, assim como a safira. Logo, Kriv e Himlerith rodavam as jóias. A parede ficava roxa e uma aranha meio mulher aparecera, com sua cara deformada, ela saia da parede roxa.

- Parem!!! Rodem de volta!!!! – Derik olhava desesperado.

Era tarde, a enorme aranha pulou na ponte jogando o esqueleto longe e pegou com uma de suas patas o Erick. Ela ria e falava em uma língua desconhecida a todos. Pequenas aranhas iam para Erick o picando enquanto o rapaz berrava aterrorizando seus companheiros.

Kriv puxou sua samum e arremessou, mas estava atordoado pelo trono e sua força não fora suficiente. A aranha agarrou a bomba e arremessou contra eles os deixando atordoados. A aranha se aproveitaram disso deixando Erick no chão envenenado e partiu para cima de Kriv e Derik aplicando suas pequeninas aranhas e os envenenando, mas Himlerith não fora afetado. Levantou sua espada e cravou na aranha que guinchou e o atacou com ferocidade arrancando urros e sangue do guerreiro.

Ela olhou para suas presas e as amarrou em suas teias, deixando Derik, Alexander, Kriv e Erick juntos em uma única teia. Himlerith utilizou sua magia de sangue invocando seu escudo arcano, ela ria a cada golpe deferido, mas quando ia dar um golpe fatal em Himlerith, o mesmo correu e atirou com toda sua destreza e força na aranha, fazendo-a cair.

A criatura se pendurou por baixo da ponte, o tempo da bomba havia passado e os quatro se soltaram das teias. Derik pegou seu frasco de óleo e arremessou na aranha ateando fogo, sua teia se partiu e ela caiu no abismo negro abaixo dele.

Estavam cansados e envenenados, Derik aproveitou e sentou-se para descansar e fazer alguns antídotos com o sangue da aranha que estava espalhado na ponte.

- É fatal – disse o assassino olhando as picadas.

- Pronto, está pronto – Derik entregou a todos que estavam envenenados.

- Alguém... alguém me ajuda – uma voz conhecida deles saia do corredor, Greg se arrastava, pálido, com sangue vertendo do ombro.

- Calma, calma – Alexander o fez sentar e sentou na frente dele olhando para a ferida, estava negra e uma mordida com duas fileiras de dentes estava marcada em sua pele.

- O que aconteceu? Achávamos que estava morto! – aproximou-se Darik.

- Algo me puxou para as sombras, mãos e depois alguém me mordeu. Corri e depois eu apaguei. Acordei agora quando escutei a voz de vocês.

- Sinto muito colega, temos que raspar a parte negra – disse Alexander.

- Vá pro inferno! – disse Greg mais falando consigo mesmo do que com o homem.

Uma sucessão de gritos de Greg ecoou pelo lugar enquanto o médico cortava a parte necrosada fora e aplicava o emplasto de ervas. Era estranho ter necrosado tão depressa. Ele não parecia o mesmo homem que entrou na Tumba. Estava insano, corajoso. Greg tomou a  tocha da mão de Erick e seguiu para o corredor de onde veio, sangue estava pelo chão até eles chegarem na sala onde três estátuas de mulheres iluminava a sala.

- Foi aqui que desmaiei – ele apontava para a poça de sangue próximo da estátua.

- As três noivas – sussurrou Himlerith.

- Hora do saque! – sorriu Erick que logo foi segurado por Darik.

- A criatura que o mordeu ainda está aqui – disse Darik segurando o amigo.

- Pode ter sido uma armadilha de ilusão, mas é melhor tomarmos cuidado, vamos tentar abrir as tumbas, vou verificar a boca das mulheres. Quero saber de quem são os dentes de tubarão – respondeu Alexander indo para uma das tumbas com o grupo.

Eles se aproximaram. Darik engatilhava sua besta junto de Alexander, Kriv estava pronto para remover a tampa, Erick com se punhal mirando o coração da mulher e Himlerith com sua espada pronta para descer no pescoço da mulher.

A tampa se abriu e nada. A noiva da direita continha joias e nada mais. Sua aparência enrugada delatava que havia realmente muito tempo que estava naquele estado. Alexander verificou a boca e não achou o que estava procurando. O grupo se apressou armando o mesmo esquema e fora basicamente o mesmo que a esposa da direita. A esposa da esquerda estava igualmente.

Restava a primeira esposa, a que ficava no meio. Eles se aproximaram, estava mais adornada de joias e acima do seu peito em suas mãos cruzadas, descansava um medalhão de ouro. Seu caixão era mais rústico, um caixão de puro cristal. Eles tomaram a mesma posição, a mulher não se moveu quando removeram a tampa. Alexander deu de ombro e abriu a boca da mulher, os dentes abocanharam o braço do homem e urrou de dor e caiu estático no chão.

A mulher levantou e Kriv num rápido movimento, retirou o medalhão dela e a besuntou de óleo arremessando o frasco. A boca da mulher escancarou mostrando a fileira dupla de dentes. O inquisitor sabia o que era. Uma katakan, ela iria drenar todo o sangue deles. Sem pensar duas vezes, ele arremessou o fogo na mulher, Darik auxiliava Alexander enquanto a paralisia temporária esvaecia.

Erick arremessou mais um frasco de óleo nela, a mulher berrava como uma criatura de outro mundo. Ela era uma pira ambulante, subiu na parede e percorreu o teto queimando. Greg tremia e berrava no canto de medo. Aquele homem iria enlouquecer. Um baque pode ser ouvido, Kriv se aproximou do corredor vendo a mulher em chamas imóvel, mas sabia o quão ardilosos eram. Ele sacou sua bomba de dimeritio e arremessou, ela estremecia e queimava mais e mais. Os guinchos cessaram e a mulher morrera.

Eles estavam atônitos.

- O que nos resta é passar pela cobra – bufou Darik caminhando junto a Greg, os olhos do homem brilharam.

- Cobra? Ela vai pagar pelo o que fez ao John!!! – berrou Greg e correu para o corredor da porta com todos em seu encalço.

Greg pegou em sua bolsa uma bomba pequena e sorria. Ele estava com os olhos brilhando em fúria, louco.

- Vocês abrem a porta e eu vou. Farei pelo John!

- É suicídio! – disse Darik.

- Vou mandar aquela cobra para o inferno!!! – berrou Greg e acendeu o pavio.
Kriv abriu a porta e o homem correu em direção a besta. Kriv fechou a porta e um estrondo balançou a caverna, fumaça escapava por baixo da porta. Silêncio. Todos se olhavam e o inquisitor abriu a porta adentrando na sala cinzenta de fumaça. Uma voz fraca falou.

- Vão, vão logo.

- É você? Qual seu nome? – perguntou Kriv receoso.

- Porra! Sou eu seu merda! Greg! – uma tosse escapou por entre os lábios.

A fumaça abaixava e os olhos brilhosos da cobra apareceram assustando a todos, mas ela estava imóvel. Seu corpo destruído, partido em dois. Greg estava muito machucado e cheio de pedaços de metal pelo corpo. O medico e o alquimista correram para socorrer o homem dando um jeito em seus machucados.

O monstro estava morto e todos suspiravam aliviados. Ficaram alguns poucos minutos cuidado de Greg, mas logo seguiram para a outra porta ajudando o homem a andar.

Um corredor longo e no final uma estátua lanceira. Erick suspirou e pressionou os botões no chão com a vara de 3 metros. Em um movimento rápido, o lanceiro se moveu e quase o perfurou, cuidadosamente, Greg ofereceu sua bolsa para pôr no local deixando a armadilha ativada.

Caminharam até uma das portas do corredor e a abriram, uma fonte verde brotava no meio dela e em volta garrafas vazias. Alexander novamente identificou o Khazardiano Antigo e leu em voz alta.

- Primeiro a vida, depois a morte.

- Que se dane – Greg encheu um frasco e bebeu. Suas feridas cicatrizavam e ele se sentia rejuvenescido – essa merda é bom demais!!!!
Eles riram e alguns tomaram o líquido da vida, Erick se encaminhava para a outra sala. Idêntica, mas com a fonte vermelha.
- Alex! Vem aqui!

O amigo foi ao seu encontro e leu para ele.

- Primeiro a morte, depois a vida - os olhos lilases se arregalaram e se controlou para não chorar, talvez aquilo ressuscitasse pessoas. Ele finalmente teria sua mulher de volta. Ele encheu seu cantil e guardou junto com a esperança no peito – não aconselho ninguém a beber.

E assim o fizeram, encheram vidros e mais vidros dos líquidos e saíram dali. Restava a porta do meio. E era para lá que iriam.

Abriram a porta e um enorme salão era apresentado a eles, acima de suas cabeças, um teto estrelado que parecia ser real e abaixo de seus pés, um mar de estrelas. Greg em sua fúria desceu até a água e a chutou, mergulhou e berrou que era muito escuro. Darik, o Rekinai, desceu e retirou algumas peças de sua roupa mergulhando na imensidão de estrelas. A superfície voltou a ficar quieta.

- Acho que ele mor- Greg foi interrompido quando Darik ficou de pé na água segurando uma lança negra.

- É muito escuro lá – Darik dava a lança nas mãos de Greg e subia junto com o homem que parecia maravilhado com tal arma.

- Vamos matar esse feiticeiro maldito!!!! – ele urrava abrindo a porta adentrando na câmara sendo seguido pelos outros.

A sala era pequena e continha uma pequena maquete de planetas e estrelas. Erick tomou a frente e alinhou os planetas, todos olharam assustado com a astúcia do rapaz. A porta a frente abriu e uma sala imensa foi mostrada a eles. Paredes em pedras verdes, 6 sarcófagos estavam alinhados nas paredes e no meio um sarcófago maior e mais robusto. Um painel retratava um khazardiano forte de tanga, do seu lado esquerdo uma mulher com uma lança parecia preste a mata-lo, um arqueiro, um homem de machados e outro de espadas. Ao lado direito, uma sacerdotisa com o sol e uma caveira em suas mãos com um exército pronto para atacar tal homem.
Fonte: http://nathasha-fary.deviantart.com/

Greg por impulso encontrou a lança no caixão rústico e o som se espalhou pela sala. Uma fumaça invadiu o local e um crânio dourado com olhos de rubis se levantou tomando forma espectral empunhando uma espada e uma risada ecoou pela sala assustado a todos.



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