sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Introdução


“Então você deseja conhecer os segredos do mundo de Thalas? Bem, você veio ao lugar certo, meu jovem. Sentese, pois as histórias que tenho para lhe contar são demasiadamente longas. Você diz querer conhecer os mistérios desse mundo e os porquês de tudo ser como é hoje. Pois bem, antes de começarmos seu aprendizado, é melhor deixarmos algumas coisas bem claras. Nós, Os Cronistas de Thanned sabemos de várias lendas, segredos e histórias. Mas, infelizmente, poucas são aquelas das quais temos certeza da verdade...”

Há quase dois anos eu (Magno Souza) comecei uma jornada árdua, desafiadora, cansativa, mas com promessas de ricos tesouros. O projeto/cenário do Thalas, Espada & Feitiçaria nasceu da vontade de unir diversas paixões em uma experiência única. A magia e inspiração das histórias de fantasia pulp, que misturam medievalismo fantástico com ficçãocientífica e horror sem medir consequências; o estilo de jogo Old School, com todo o seu foco em exploração, desafios, e liberdade de jogo; e a criação de histórias, mundos e aventuras capazes de inspirar e empolgar leitores e jogadores, proporcionando uma experiência, acima de tudo, divertida.

Para quem ainda não conhece, o RPG Old School de Espada e Feitiçaria, é inspirado principalmente no Jogo de Fantasia Original e nos contos de Fantasia Pulp de autores como Robert E. Howard, Lin Carter, Michael Moorcock, Fritz Lieber e Clark Ashton Smith. Neste jogo, o mundo é decadente, sujo, corrupto e o homem deve contar com sua espada ou sua língua afiada para conseguir o que quer. O fantástico e o sobrenatural são raros e temidos pelos homens e mulheres comuns, mas são enfrentados com aço e feitiçaria pelos corajosos ou loucos.

Como base para esse projeto/cenário estou usando o RPG, Old Dragon. Ele é um RPG Old School fantástico e o melhor de tudo é Nacional e 100% em português, o que ajuda bastante para os jogadores que não tem um conhecimento muito amplo no Inglês. O sistema do jogo é ao mesmo tempo familiar e diferente, trazendo influências de outros jogos e tornando o estilo simples e elegante do Jogo de Fantasia Original atual e flexível, com mecânicas novas e que favorecem uma narrativa típica dos contos de Espada e Feitiçaria. E aqui nesse blog, eu pretendo rechear com dicas para os Cronistas (aqueles responsáveis por apresentar as histórias e aventuras ao grupo) para criarem experiências interessantes e aventuras emocionantes.
Então, afiem suas espadas e machados, preparem seus grimórios cheios de segredos ocultos e feitiçaria perdida, encham seus odres com cerveja e sejam bem-vindos a Thalas, o mundo de Espada & Feitiçaria !




Esse termo se refere a um estilo de jogo inspirado nos primeiros RPGs, especialmente ao Jogo de Fantasia Original de 1974. Ele não é um termo aceito por todos, mas sim por aqueles que jogavam e ainda jogam esses jogos mais antigos, assim como outros RPGs modernos que seguem o mesmo estilo daqueles.

O foco desses RPGs é a improvisação, a interação entre o Cronista e os jogadores, a exploração do mundo de jogo e os desafios que são colocados para serem resolvidos, às vezes sem o auxílio das regras, pelos jogadores.

Falando nisso, as regras desses jogos costumam ser apenas uma base de ferramentas para o Cronista utilizar conforme for preciso. Elas não pretendem cobrir todas as possíveis situações, manobras, e ações dos personagens, até porque isso seria impossível. Isso é tarefa do Cronista, que utilizará essa base, o bom senso, e a imparcialidade, para julgar as situações que surgirem durante o jogo.

Outra característica do Old School é a dificuldade de otimização dos personagens por parte dos jogadores. A maioria desses jogos trabalha muito com a aleatoriedade e a inexistência de customizações que especificam cada detalhe e característica do personagem, deixando
os definidos por termos muito mais abrangentes. Dessa forma os personagens serão lembrados mais pelo o que fizerem durante o jogo, pelas suas ideias e ações, do que pelos poderes e habilidades que possuem em suas fichas.

Para quem quiser conhecer mais sobre esse tal “Old School”, basta procurar na internet pelo “Quick Primer for Old School Gaming” do Metthew Finch, ou pela tradução e expansão feita pelo Fabiano Neme, “Guia para um D&D mais Old School”.





Espada e Feitiçaria é um gênero narrativo originário dos anos de 1930, caracterizado por histórias de fantasia em um mundo antigo e decadente, onde grandes impérios existiram no passado, mas caíram em ruínas. Desastres e cataclismos podem ter ocorrido e, no tempo atual, as civilizações são apenas uma sombra do que um dia já foram. O contraste entre a civilização e a selvageria é um tema constante nessas histórias.

Os protagonistas são, tipicamente, aventureiros que saem em busca de glória, ouro, tesouros antigos, poder, fama, mulheres e outros objetivos de cunho mais pessoais. Eles dificilmente são heróis no sentido de querer fazer o bem a quem precisa, embora acabem fazendo, muitas vezes, indiretamente.

Muitas de suas aventuras acabam colocando
os frente a frente com coisas estranhas, fantásticas e terríveis que não são tão comuns como em outros gêneros de fantasia. Não há elfos em cada floresta, nem anões em todas as montanhas. Dragões e outros monstros são criaturas lendárias e, provavelmente, únicas. A magia é temida, respeitada e odiada pela maioria das culturas. O aço de uma espada e a coragem no coração é tudo que um homem precisa para forjar seu destino.

Os antagonistas desses personagens são em sua maioria bandidos, piratas, cultistas e outros aventureiros. Ocasionalmente eles enfrentam versões fantásticas de criaturas mais comuns, como serpentes gigantes, dinossauros e outras coisas. No entanto, muitas vezes, por trás de tudo isso, está algum bruxo sinistro, um Deus antigo terrível e outros seres sobrenaturais indescritíveis.

Thalas é um mundo de Espada e Feitiçaria. Sua história é antiga e cheia de mistérios e segredos que os homens atuais desconhecem para seu próprio bem. Impérios antigos dominaram diversas regiões do mundo conhecido, enquanto outras continuam virgens da presença humana desde a criação do mundo por qualquer que seja a força que o forjou do nada. Hoje, Cidades
Estados brilham como uma luz de vela fraca nas escuridão das áreas selvagens do mundo e homens e mulheres, sejam eles guerreiros corajosos, ladrões ardilosos, sacerdotes devotos ou magos misteriosos, buscam seu destino da melhor maneira que podem.






RPG é um jogo social de criar e vivenciar histórias. No caso do Old Dragon, ele é um RPG inspirado no estilo tradicional, chamado de “Old School” (baseado nas primeiras versões do primeiro jogo publicado), e nas histórias de Espada e Feitiçaria de grandes escritores do passado.

Ele é social, porque ele assume uma experiência em grupo, que envolve interação, conversas e cooperação entre os participantes. Não há, a princípio, competição entre os jogadores, já que o objetivo maior do jogo é criar uma história e ver que rumos ela toma graças à interação entre os participantes.

Neste jogo, um dos jogadores assume o papel do Cronista (Conhecido por muitos como Mestre ou Narrador), o responsável por administrar um mundo imaginário, criar situações interessantes e desafiadoras para os personagens dos outros jogadores, além de agir como um juiz imparcial quando surge alguma dúvida sobre o que acontece na história sendo criada. Os outros jogadores assumem o papel dos protagonistas, que a todo o momento eles devem responder a uma simples pergunta, feita pelo Cronista: O que vocês fazem?

A reposta pode ser qualquer coisa dentro da realidade daquele mundo. Os jogadores não precisam se limitar às características anotadas nas fichas ou ao que as regras preveem. O RPG, em si, é justamente esse diálogo entre o Cronista e os jogadores, onde uma situação é apresentada aos personagens, e esses interagem com ela, modificando
a, criando uma história. As regras servem apenas para auxiliar a resolver disputas e dúvidas sobre o que acontece, como “será que eu consigo pular esse buraco antes que a serpente gigante me alcance?”.

O que torna o RPG tão interessante e divertido é justamente a possibilidade de vivenciar e criar histórias escolhendo o seu próprio rumo, ao invés de olhar passivamente o que acontece, como em um filme ou livro e a imprevisibilidade do que pode acontecer, graças a essas escolhas praticamente ilimitadas.

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