sábado, 1 de agosto de 2015

Religiões


"Deuses, demônios e outras entidades sobrenaturais exercem uma influência significativa sobre o mundo de Anttelius. Seja por meio de raras intervenções diretas que violam pactos e acordos mais antigos do que qualquer consciência mortal, ou por meio da ações de agentes e servos com sangue e alma, essas entidades tem um papel forte no plano mortal.

O que diferencia um deus de um demônio ou alguma outra entidade, no entanto, depende mais de quem quer fazer essa diferenciação e suas crenças do que reais diferenças essenciais entre essas forças. Quase nenhum ser imortal é igual ao outro e cada um possuí características, qualidades e defeitos únicos que torna uma classificação dos mesmo em classes praticamente impossível. A mesma entidade pode ser, para um devoto, um Deus, e para o devoto ou servo de uma entidade rival ou inimiga, um demônio ou qualquer coisa pior. 

Religiões organizadas e cultos secretos são criados ao redor destes seres em diversos formatos e organizações. Muitas vezes, a mesma entidade é adorada por grupos diferentes, com praticas dispares e muitas vezes antagônicas. É praticamente impossível catalogar e citar todas as religiões e cultos existentes em Anttelius. Novas crenças e cultos surgem a todo momento, assim como religiões esquecidas, proibidas e praticadas há milhares de anos renascem de tempos em tempos, exigindo novos sacrifícios. 

Entretanto, o culto a certas entidades características é notavelmente mais comum do que outras. As culturas humanas que vivem na região central de Arthasia possuem histórias e costumes próprios, com fortes ligações com seres imortais. 

  • Os Arthasianos, o povo comum, apenas recentemente se identificaram com uma religião predominante. Komenchan, sacerdote de Amaran, o deus do amanhecer, passou 12 anos tendo visões de um novo lugar para que seu povo pudesse viver e prosperar sem serem tratados como impuros pelos outros povos. Assim, a Igreja do Amanhecer se tornou uma forte organização em Esperas, e Amaran se tornou um símbolo de esperança e renovação para os Arthasianos. 

  • Os Andarilhos da Noite, o povo conhecido como os Athiggnus, tem uma crença plural, com a adoração de diversas entidades esotéricas e até do espírito de seus ancestrais. Entretanto, duas entidades são o centro da maioria de suas preces e rituais: Luna (em todas as suas 4 fases) e Athigg, a filha de Luna, chamada de Brisa da Noite, que os teria libertado da escravidão e que os guia até hoje. 

  • Os Deuses Amantes, Nolean e Iarin, são tidos como os guardiões da família, fertilidade, vida, alegria, prazer, e luxúria pelos Eleanos e são cultuados em grandes templos nas Cidades-Estados da planície de Iarin. Em algumas noites, de anos em anos, grandes festas que acabam em orgias são feitas em homenagem aos dois, e as crianças nascidas dessas ocasiões são tidas como abençoadas. 

  • Vindo do oriente, os Kollichianos são guiados por uma forte religiosidade e seguem as visões e ensinamentos da Rainha-Profetiza Silaya. Sua fé é monoteística porém plural, já que Rullik, o Deus Supremo, se manifesta de diversas formas, sendo Silaya, sua principal agente e interprete. Pouco se sabe sobre os antigos ensinamentos desta doutrina, mas todos temem o exército sagrado desse fovo e sua devoção fervorosa. 

  • Mas nem só da crença de Deuses se faz as religiões de Anttelius. Os Onghkeseanos são crentes dos Deuses das Estrelas, um povo ancestral, sábio e altamente evoluído, que teria visitado Anttelius há milhões de anos atrás e seriam os ancestrais deste povo. Hoje, o culto a esses ancestrais e outros seres extraterrenos domina esta cultura, que busca meios de se ligar a estas entidade e, um dia, deixar para trás o mundo de Anttelius. 

  • Pelos mares, o culto a Ravi, o deus das ondas e da brisa do mar é dominante. Não só os Ravinai, que trouxeram esta antiga religião de seu mundo, mas muitos da população costeira de Arthasia fazem oferendas a este deus, enviando riquezas e sacrifícios em pequenas embarcações colocados no mar em dias tempestuosos, na esperanço de apaziguar a agradar esta entidade. 

  • O culto a espíritos também esta presente am Anttelius. Os Rumânicos e os Ungawa tem praticas religiosas organizadas ao redor do culto e celebração de espíritos ao invés de deuses. Os totens animais e as qualidades que eles representam são fundamentais para a cultura Rumânica e a organização social deste povo. Cada tribo tem seu papel definido de acordo com seu espírito animal totêmico, e uma dinâmica natural é criada com base nisso. Já os Ungawa celebram a vida e a sabedoria de seus antepassados honrando seus espíritos, assim com os espíritos da natureza da selva de Yuzul. 

  • Do outro lado do mundo, nas geleiras do extremo norte de Arthasia, onde a luz do dia brilha apenas um dia por ano, os Solsonnir mantém uma devoção a dois deuses irmãos e rivais, Solhain e Manehain, respectivamente representando o Sol e a Lua. A cada solstício de inverno, centenas de vítimas são sacrificadas nas imensas pirâmides de gelo eterno para saciar a vontade de Manehain a fim de permitir que o Solhain volte a brilhar naquelas terras e os abençoe com ouro e outras riquezas. 

  • Por fim, restam os Zartarianos, que não possuem nenhuma religião predominante. Os indivíduos desses povos, em sua maioria, preferem concentrar sua fé em si próprios, encarando entidades imortais como patronos, fontes de poder e potenciais parceiros ou inimigos. A arte da feitiçaria é uma tradição fortíssima nesse povo, o que os leva a encarar seres sobrenaturais com uma outra perspectiva, diferente da maioria dos mortais. No entanto, se isto é benéfico ou não para eles, muitos cronistas ainda debatem.

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